Zimbabwe (ZW)


  • Land Zimbabwe
  • Continente: África
  • Área: 390,757 km²
  • Habitantes: 13,110,500
  • Capital: Harare
  • Código ISO: ZW
  • Idioma oficial: inglês
  • Prefixo: +263
  • Moeda: dólar zimbabuano
  • Matrícula automóvel: ZW
  • Outras denominações: Zimbabwe, Zimbaué
  • Rotas de Zimbabwe: 520
  • Rotas para Zimbabwe: 672
  • Aeroportos mais procurados: Victoria Falls (VFA), Harare (HRE), Bulawayo (BUQ)
  • Cidades grandes: Harare, Bulawayo, Chitungwiza, Mutare, Gweru, Epworth, Kwekwe, Kadoma, Masvingo, Chinhoyi, Marondera, Norton, Chegutu, Bindura, Zvishavane
  • Companhia com sede em Zimbabwe: Air Zimbabwe

O Zimbabwe é um país sem litoral, na África Austral e que faz fronteiras com Moçambique, a África do Sul, Botsuana e Zâmbia. O nome do país é originário de uma cidade, que foi fundada em 800 D.C. e a capital do grande reino de Munhumutapa, no século XII e XV. Este reino encontrava-se na atual Zâmbia e Moçambique. Na língua bantu quer dizer "grande cidade de pedra". Os muros desta cidade eram a maior construção do continente africano, depois das pirâmides de Gizé.

Geografia:
O Zimbabué possui variadas e impressionantes paisagens. Uma grande parte do território deste país sem litoral encontra-se na chapada «Eastern Highlands», cuja altura está entre 1.000 e 2.000 metros. A extensão desta chapada é de cerca de 360 km, de sudoeste ao nordeste. Ao sul da capital, Harare, encontra-se o Inyangani, a montanha mais alta do país, com 2.592 metros. Sua altura diminiu bruscamente até a fronteira de Moçambique. Ao oeste desta cordilheira, há também um outro planalto, cuja altura chega a cerca de 1.000 metros. Ali, o clima é mais quente e sofre rápidas alterações do que em «Eastern Highlands», pois vários rios correm por ela. Ao pé deste planalto médio ao sul do país, há as savanas, uma paisagem muito diversificada que vai até ao Limpopo, na fronteira com a África do Sul. Ao leste deste planalto estende-se a falha geológica de «Great Dyke», que do sul para o norte tem uma extensão de cerca 520 km e 10 km de largura. Nesta falha enorme encontram-se a maioria das minas de extração do país, na faixa das pedras verdes, rica em minérios.

Montanhas e rios:
O Mount Inyangani, no Parque Nacional de Nyanga, é a montanha mais alta do país, com 2.592 metros. Nele nascem muito rios importantes para a agropecuária zimbabuana, o Pungwe ou o Odzi. As Cataratas de Mtarazi, no Rio Pungwes, têm 760 metros de altura e são a sexta maior em todo o mundo e, simultaneamente, uma atração turística do país. O rio mais longo do Zimbábue é o rio Zambesi, com cerca de 2.700 km. Ele é o quarto maior rio africano que nasce em Zâmbia, na fronteira com a República Democrática do Congo e Angola e percorre o norte do país e desagua no Oceano Índico.

Clima:
Devido à sua localização, altura e posição como país interno, o clima do Zimbábue é em grande parte temperado e, apesar de estar nos trópicos, apresenta um clima temperado com temperaturas diárias médias de cerca de 20° C em Julho e de cerca de 30° C, em Janeiro. Há também um período de chuvas, entre Outubro e Março. Portanto, a melhor época para visitar e observar animais nos parques nacionais e reservas naturais é entre Abril e Setembro. Nesta época de secas, os animais concentram-se às margens dos rios para beber água e podem ser observados. Mas os visitantes, que desejarem vivenciar a grandiosa paisagem verde do Zimbábue, deverão vir no período das chuvas. No entanto, chove menos em Zimbábue do que em outros países, comparativamente. A maioria das chuvas curtas caem à tarde e são acompanhadas por trovões.

Idioma:
Não obstante sua pluralidade étnica e linguística, a língua oficial do país é o inglês, que é falado apenas por 3% da população, que o tem como língua materna. A maioria da população domina o Chona ou Ndebele do norte, dois idiomas bantus. O inglês é compreendido somente nas cidades. Os viajantes que desejem afastar-se dos «roteiros turísticos» deverão possuir algum conhecimento de Chona ou de Ndebele do norte.

Saúde e vacinação:
Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano; e igualmente, roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem enfermidades viróticas. Há possibilidade de contração direta de malária todo o ano nas zonas abaixo de 1.200 metros, principalmente entre Outubro e Junho, no Vale do Zambesi, no lago de Kariba e nas Quedas de Victória.

Por favor, informe-se, atempadamente, junto ao seu médico de família sobre possíveis profilaxias da malária. Somente em grandes cidades e em centros turísticos estão assegurados bons serviços de assistência médica. Há também perigo de contração de febre aftosa todo o ano. É importante evitar o contacto directo com animais. Além disto, o Zimbábue possui uma das taxas mais altas de portadores do virus HIV. Por favor, evitar o contacto sexual com os nativos.

É importante possuir um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure explicitamente a repatriação do Zimbábue em casos de emergência. Além disto, recomendamos o consumo de água engarrafada; os frutos devem ser descascados e as verduras lavadas e legumes deverão ser cozidos. Visto haver perigo de infeção, deve-se portar também um kit de medicamentos consigo.

Entrada no país:
Aos cidadãos portugueses é exigido visto de entrada, que pode ser adquirido à entrada neste país. O custo atual é de $30 dólares americanos. Aos visitantes, na qualidade de jornalistas, que não tenham obtido acreditação prévia junto do Ministério da Informação do Zimbabué, não será permitida a entrada no país.
Para maiores informações a respeito de recentes determinações legais quanto à vacinas, entrada e segurança, informe-se junto ao consulado ou no seguinte enlace: http://www.secomunidades.pt/web/guest/listapaises/ZI ou http://www.zimfa.gov.zw/visa/visa01.htm

Chegada e prosseguimento da viagem:
O Zimbábue possui três aeroportos internacionais: Harare (HRE), Bulawayo (BUQ) e Victoria Falls (VFA). Actualmente, de Lisboa (LIS) há apenas voos indirectos para Harare (HRE) via Londres (LHR) ou Frankfurt (FRA), oferecidos - por exemplo - pela TAP Air Portugal (TP) em codeshare com a Virgin Atlantic (VS) por Nairobi (NBO) ou pela Lufthansa (LH) em codeshare com a British Airways (BA) ou South African Airways (SA) via Joanesburgo (JNB). Aos visitantes, que já estejam em África ou desejem visitar os países vizinhos do Zimbabué, há excelentes conexões oferecidas pela Air Zimbabwe (UM), por exemplo: de/para Nairobi (NBO), Lusaka (LUN), Lubumbashi (FBM) ou das Maurícias (MRU). E também há voos domésticos para Bulawayo ou para as Quedas de Victória. Outros voos domésticos não mais existem devido à procura muito reduzida.

Capital:
Harare, denominada antigamente Salibury, com uma população de 1,6 milhões de habitantes, é a maior cidade do país e o seu centro industrial e comercial. Para a maioria dos viajantes, a capital é o primeiro destino de sua viagem aos maravilhosos parques nacionaiszimbabuanos. Merecem ser visitados na capital, muito moderna e européia, entre outros: seus vários museus e galerias, com vários objetos de arte africana; o jardim botânico; o mercado de Mbare, onde pode-se adquirir pedras preciosas; os Jardins de Harare, o maior parque da cidade, em que dá-se apresentações de teatro e concertos todos os fins de semana. Ali também há uma pequena «floresta tropical» com uma miniatura das Quedas da Victória. De cima da colina de granito de Kopje, pode-se admirar o panorama de Harare e observar do alto a capital frenética. Um outra atração fora da cidade é o Parque Recreacional de Robert McIlwaine. Está a cerca de 30 km ao oeste de Harare, na auto-estrada para a cidade de Selous, no «Great Dyke» e abriga o conhecido lago de Chivero, que ocupa cerca de 50% da superfície do parque e é o responsável pelo fornecimento de água potável para a capital. O parque é também a zona de protecção às aves mais importante do Zimbabué, onde vivem mais de 400 tipos diferentes de aves.

Atrações turísticas:
Parques Nacionais e Reservas Naturais: o Zimbabué possui várias regiões que foram declaradas parques nacionais com o passar das décadas. Além disto, possui também a maior queda d'água do mundo; diversas áreas para safaris; sítios arqueológicos e paisagens magníficas e impressionantes; em suma: o país possui muitos pontos altos turísticos que não se pode ver em uma viagem a este país. Só os parques nacionais e reservas naturais ocupam mais de 14% de toda a superfície do estado.

Um destino de viagem que vale a pena ser visitado é a segunda maior cidade do país, Bulawayo, na região sudoeste do Zimbabué. É marcante para a cidade, principalmente, as alamedas margeadas por árvores, com suas fachadas em estilo colonial vitoriano. E merecem ser vistas as seguintes atrações de Bulawayos: o museu de ciências naturais inaugurado em 1964, que possui a maior coleção de mamíferos da áfrica; o museu do caminho-de-ferro; e as ruínas de Khami, do século XV. As ruínas são restos de um centro comercial poderoso dos Rosvi, um povo muito poderoso.

Além das Quedas da Victoria, a atração mais conhecida do país é «Great Zimbabwe», uma importante cidade originária entre os séculos XII e XV, no sul do país. Atualmente está sob proteção da UNESCO e pode-se acedê-la facilmente de autocarro a partir da cidade de Masvingo. Great Zimbabwe, no sul do país, foi o centro do grande império dos munhumutapa, que estendia-se por todo os atuais Zimbabwe e Moçambique. Esta cidade emprestou seu nome ao país: os restos dos muros desta cidade imponente são a maior construção em pedra em toda a África, depois das pirâmides de Gizé. Estas ruínas cobrem uma superfície de 7 km2 que divide-se em três partes. É especialmente impressionante a fortaleza em granito construída sem argamassa; bem como diversos monolitos, que devem ter servido provavelmente para fins astronómicos. Esta construção monumental está acompanhada a séculos por histórias e mitos. Entre outras, já afirmou-se que foi fundada por fenícios, tese esta que não foi corroborada porque muitas provas e vestígios desapareceram em consequencia de roubos durante todo o século. Não se deve perder também o parque nacional de Gonarezhou que está ali perto. O parque transnacional pertence ao Great Limpopo Transfrontier Park, que compreende ainda partes da África do Sul e Moçambique e, é conhecido principalmente por causa do grande número de animais raros.

Parques nacionais: O primeiro e o segundo destino mais importante para a maiores visitantes são os parques nacionais do país. Ao nordeste está o Parque nacional de Mana-Pools, a 2.196 km2 às margens do Zambesi. Ele é o único parque nacional do Zimbabué, aberto a partir de 6 horas da manhã por 12 horas, o que significa ser possível admirar o parque sem a presença de acompanhantes. A palavra Mana significa em Bantu o número quatro e refere-se aos quatro lagos que existem no parque. Todos os quatro lagos, ao meio-dia, é um bebedoiro preferido dos muitos animais selvagens: crocodilos, hipopótamos, zebras, antílopes, elefantes, rinocerontes, búfalos e uma infinidade de pássaros. Durante a estação das chuvas, é quase impossível locomover-se nas estradas, entre novembro e março.

Ao oeste do Zimbabué, encontra-se o grande parque nacional de Hwange, feito em 1929, com uma superfície 14.620 km2. É a maior reserva natural do país e possui uma fauna incomparável. Ali encontra-se uma das últimas grandes reservas de elefantes da terra. Especialmente ao final da estação das secas, no início de outubro, pode-se admirar várias manadas de elefantes em seu «banho tradicional» nas margens dos rios. Além destes animais selvagens, o Hwange possui também uma grande população de diferentes primatas, entre os quais muitos babuínos.

Nas proximidades da cidade de Bulawayo encontra-se o Parque Nacional de Matobo, nas terras de Matabele. É um dos mais antigos e dos mais visitados do país. É especialmente muito impressionante nos 3.100 km² de Matobo as formações rochosas imponentes que também foram declaradas património da humanidade pela UNESCO. Aqui vive o povo do San há mais de 1.000 anos, que deixou várias pinturas rupestres há 200 milhões de anos nas antigas rochas de granito. Especialmente interessante é uma fenda rochosa, onde encontra-se o relicário da chuva de Ndebele e onde ainda hoje o povo do Mwali pede por chuva na época de secas. Além disto, em Matobo pode-se observar diversos animais africanos, tais como antílopes, rinocerontes negros e brancos, diversos felinos, zebras e vários tipos de águias.

Ainda deve-se mencionar também as grandiosas reservas naturais do Zimbaué. Merece uma menção especial Mavuradonha, com seus 500 km2, que está a cerca de 230 km ao norte de Harare. Apesar de muitas pinturas rupestres não serem mais reconhecidas, as caminhadas desenvolvem-se em uma verdadeira aventura. Esta reserva natural é uma das regiões mais interessantes de todo o país. Aquele que não quiser caminhar por um terreno montanhoso, mas belíssimo, terá também a oportunidade de descobrir Mavuradonha durante uma semana em um safari a cavalo.

Outra zona de atenção é o Chipinge District nos «Eastern Highlands». A atração é a floresta de Chirinda, uma zona de floresta tropical com cerca de 10 km2, que é a mais ao sul do continente africano. Aqui há uma trilha que se chama «Big-Tree Way» (Caminho da Grande Árvore) - a árvore mais alta do país - com cerca de 16 metros. Pode-se chegar a esta zona de floresta tropical, que está próximo à aldeia do Mount Silinda por autocarro que circulam entre Mount silinda e a cidade de Chilinge, a 32 km de distância.

Imperdível:
A grande atração do Zimbabué, sem sombra de dúvidas, são as majestosas Quedas de Victória, no Parque Nacional Mosi-Oa Tunya, na fronteira com Zâmbia. Estas quedas, com 2 km de largura e 110 metros de altura, foram declaradas pela UNESCO como património natural da humanidade. É uma das mais belezas naturais mais impressionantes da terra e a contribuição do Zimbabué ao mundo. A cada minuto cai cerca de 100 milhões de litros de água caem no despenhadeiro. A espuma de água eleva-se a cerca de 350 metros de altura e pode ser vista a cerca de 30 km de distância. Aqueles que após haver visitado a cidade de Victoria Falls, assediada pelos turistas, e chega às cascatas, vive uma experiência inesquecível, sem par e que pode-se medir ao máximo com as cataratas do Niágaras e as cataratas do Iguaçu. As Quedas de Victória merecem ser vistas nas noites de lua cheia, quando o parque fica aberto além do horário de fechamento previsto. Muitas operadoras de viagem locais oferecem muitas possibilidades para pessoas ávidas por novas aventuras: voo panorâmico sobre o monumental espetáculo; ou o salto com paraquedas ou de bungee. Actualmente, pode-se também visitar sem grandes formalidades as fronteiras com o Zâmbia, para observar a Queda de Victória. Lá também pode-se observar os diferentes animais nos parques nacionais. A zona de animais selvagens encontra-se no curso superior do Zambesi, a cerca de 12 km corrente acima e abriga antílope, zebras, elefantes, rinoceronte e girafas.

Religião:
Cerca da metade da população é cristã, mas também há influências tradicionais africanas animistas. A outra metade da população é cristã ou pratica religiões da natureza. E, além disto, no Zimbaué há várias pequenas minorias de muçulmanos e judeus.

Cidades
:
Harare, Bulawayo, Chitungwiza, Mutare, Gweru, Epworth e Kwekwe.