Mongólia (MN)


A Mongólia é um país na Ásia Central, sem saída para o mar, que compartilha suas fronteiras com a Federação Russa, a China e a República Autónoma de Tuva.

Geografia:
É o país menos povoado do mundo. A maior parte do seu território é composta por estepes, montanhas e planícies desérticas; ao sudeste encontra-se o deserto de Gobi, o deserto mais setentrional da terra. Mais de 30% dos dinossauros conhecidos foram ali encontrados. O deserto de estepe de Gobi também é o quinto maior do mundo. Na China, recebe o nome de “han-hai”, que quer dizer “lago seco”. Este deserto estende-se por mais de 2.000 km de oeste para leste, cobrindo uma área de mais de 1 milhão de km². Com isto, é o segundo maior deserto do planeta se desconsiderarmos o deserto australiano descontinguamente. Em seu meio também encontram-se lagos, dos quais muitos são salgados. O clima dominante é continental seco e, por faltar massas de água compensadoras, as temperaturas diárias são muito altas, o que leva às grandes perdas de animais todos os anos. Ao norte da Mongólia, encontram-se as cordilheiras de Altai e de Changai, às quais ligam-se o Gobi-Altai e o Planalto da Mongólia. Na fronteira com a República Popular da China, ao sudoeste, está a região mais rica em água da Mongólia. Ali há áreas de florestas exuberantemente verdes e prados, que juntos perfazem cerca de 10% da superfície do país.

Montanhas e rios:
O Tavan Bogd Uul, à uma altura de 4.374 metros, é a montanha mais alta do país, ao noroeste da cordilheira de Altai. O rio mais longo é o Selenga, com 1.024 km. Há também muitos lagos no país. O maior dos lagos é o Uvs Nurr, com 3.350 km².

Clima e melhor época para visitar:
O clima é um dos mais extremos de todo o planeta. É continental, com primaveras e verões muito breves, entre maio e outubro. Seus invernos são longos e secos, entre novembro e abril, em que as temperaturas noturnas chegam a cerca de -25° C e as diúrnas a cerca de +25° C que oscilam mais extremamente do que na Europa. O período curto de chuvas é entre os meses de verão entre Julho e Agosto, mas nestes meses, não obstante as temperaturas altas, o terreno não consegue absorver completamente a água por causa da falta de neve no inverno, o frio penetra muitos metros no interior do solo, de modo que o verão breve não basta para descongelar completamente o terreno. A Mongólia possui a superfície permanentemente congelada mais meridional do planeta: este terro estende-se muito no interior do país.

Idioma:
O idioma oficial é o mongol. Além deste idioma, ainda cerca de 10% dos habitantes compreendem o cazaque. Os conhecimentos de russo também são importantes, visto que inglês somente é compreendido em algumas grandes localidades.

Saúde e vacinação:
Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Aconselham-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem enfermidades viróticas. Não há possibilidade de contracção de malária na Mongólia. Por favor, informe-se, atempadamente, junto ao seu médico de família sobre possíveis profilaxias. Somente em grandes cidades e em centros turísticos, mas nem sempre, estão assegurados bons serviços de assistência médica. É importante possuir um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure explicitamente a repatriação da Mongólia ou a transferência para outro país, em casos de emergência. Além disto, recomendamos o consumo de água engarrafada; os frutos devem ser descascados e as verduras e legumes deverão ser cozidos. Visto haver perigo de infecção, deve-se portar também um pequeno kit de remédios consigo.

Entrada no país:
É obrigatório um visto de entrada. A representação diplomática da Mongólia em Portugal tem a sua sede em França. http://min-nestrangeiros.pt
Poderá ainda contactar o Consulado Honorário em Lisboa. Recomendamos não esquecer que a validade do passaporte deverá ser no mínimo de 6 meses. O visto de turista vale para 30 dias e poderá ser solicitado no sector consular da embaixada da Mongólia em Paris ou directamente no aeroporto, em Ulan Bator. A prorrogação do visto deverá ser solicitada somente os primeiros sete dias. Caso preveja deslocar-se à Rússia ou China (através do comboio ou por via terrestre), é aconselhável estar previamente munido dos vistos para estes países. A sua obtenção em Ulan Bator poderá tornar-se difícil.Para maiores informações a respeito de recentes determinações legais quanto à vacinas, entrada e segurança, informe-se junto ao consulado ou no seguinte enlace: www.ambassadedemongolie.fr ou http://www.secomunidades.pt/web/guest/listapaises/

Chegada e prosseguimento da viagem:
Actualmente, há boas conexões aéreas da Europa para Ulaanbaatar (ULN), a capital da Mongólia, oferecidas por muitas companhias aéreas europeias e asiaticas, com uma ou duas escalas. De Lisboa (LIS), há voos oferecidos pela Lufthansa (LH) em codeshare com a Air China International (CA) via Frankfurt (FRA) e Pequim (PEK); pela TAP Air Portugal (TP) em codeshare com a Air China Internacional (CA), via Frankfurt (FRA) e Pequim (FRA).

Cidade:
Ulaanbaatar, também conhecida por Ulan-Bator, talvez seja a cidade mais fria do mundo. O inverno inicia, em geral, já em Outubro, quando as temperaturas já chegam rapidamente a baixo de zero e, em fevereiro, chegam a 30° C negativos. A partir de fevereiro, os termómetros começam a subir lentamente até abril, até chegar a zero grau. Na cidade, às margens do rio Tuul, vivem cerca de 950.000 habitantes, o que perfaz cerca de 30% de toda a população. Todas as outras cidades da Mongólia não podem ser realmente denominadas de cidades grandes, visto que nenhuma possui uma população acima de 100.000 habitantes. Com isto, Ulaanbaatar é o centro cultural e econômico de todo o país. Entre as atracções turísticas que recomendamos, estão: o Museu de Paleontologia, com uma colecção impressionante de dinossauros; o palácio de Bogd Khan e o Museu de Arte de Zanabazar, onde pode-se ter uma visão do budismo mongol. É também muito interessante a Biblioteca da Cidade, que abriga a colecção única de manuscritos do século XI e o museu do templo budista com o mosteiro de Gandan, que está no centro da cidade ocidental. O mosteiro de Gandan é conhecido por sua estátua de ouro da deusa Jairaisig, com 26 metros de altura. As doações do exterior tornaram possível sua construção. Ali também encontra-se o trono destinado ao Dalai Lama.

Atrações turísticas:
Visto que, a excepção de Ulaanbaatar, não há no país construções monumentais ou sacras, as atracções restringem-se às diversas paisagens e belezas naturais. Merece ser especialmente visitado o parque nacional de Uvs Nuur, ao norte do país. A reserva biosférica de Uvs Nuur está sob a protecção da UNESCO e situa-se a cerca de 2.760 metros de altura, entre montanhas, florestas sempre-verdes e prados. Ali, podem-se descobrir animais raros e quase extintos, como a cegonha negra, o cisne-bravo e o guincho-comum. Nas regiões desérticas e montanhosas do parque nacional, muitas espécies raras de animais encontraram um local, tais como: o gerbo, a toutinegra-do-deserto e o leopardo-das-neve, ameaçado de extinção.

Um outro ponto alto turístico é o parque nacional de Gurwansajkahn no deserto de Gobi. É um paraíso para geólogos, vistos que nos últimos milénios dominavam nesta região outras condições climáticas e, com isto, a vegetação exuberante oferecia aos dinossauros boas condições para viver, o que é testemunhado por vários fósseis de diversas épocas. Além disto, no parque nacional encontram-se dunas de areia enormes, formações rochosas incomuns e um vale, em que há sempre neve, devido às condições climáticas extremas.

Religião:
A população mongol é 50% praticante do budismo lamaísta, de origem tibetana e introduzido ali no século XIII, a partir de então mesclou-se com as religiões tradicionais dos nômades da ásia central. Outros 40% não possuem uma confissão e há uma minoria de cristãos e muçulmanos.

Cidades grandes:
Ulaanbaatar, Erdenet, Darchan, Tschoiubalsan, Ölgii, Sainschand, Ulaangom und Chowd.