Egipto (EG)


Guia turístico Egipto (África)

O Egipto encontra-se ao nordeste da África e faz fronteiras com a Líbia, Israel, Sudão e, ao leste, com o Mar Vermelho e ao norte, com o Mar Mediterráneo. Atualmente, foi decretado recolhimento das 02H00 até às 05H00. Não obstante a situação social e política instável, não desaconselham-se viagens turísticas para os complexos hoteleiros.

Geografia
:
96% do território egípcio é ocupado pelo deserto. Em apenas 4% encontram-se pessoas e animais. Essas zonas férteis estão todas no delta inferior e superior do Nilo, a excepção dos oásis no deserto. Nestes deltas encontra-se a maioria das cidades e das atracções turísticas do país.

Montanhas e rios
:
O ponto culminante do país é o Monte Catarina, com 2.629 metros na Península do Sinai. O Nilo, com seus 6.670 km, é o maior rio egpiciano. Ele nasce nas montanhas de Ruanda e do Burundi e desemboca no Mar Mediterráneo. É o segundo maior rio do mundo, depois do Rio Amazonas.

Clima e melhor época para visitar:
O clima neste país norte-africano é parcialmente dominado por condições climáticas diversas: são subtropicais (muito vento) no Mar Vermelho; desérticas (ventos do deserto) no interior do país; e mediterráneas (ventos temperados), no norte do país. Alteração das estações - como na Europa - só existem no norte do país. No sul, existem apenas 2 estações: uma temperada, mas cujas temperaturas podem subir consideravelmente; e outra estação muito quentíssima. Deve-se mencionar que em áreas desérticas as diferenças de temperatura são extremas durante o dia (50° C - 60° C) e durante a noite (10° C a 0° C). Certamente, o visitante precisará de agasalhos para passar a noite. A excepção de áreas costeiras, principalmente em Alexandria e na região em seu entorno, não há chuva no restante do país. O Egipto é um clássico país de férias de inverno na Europa. Contudo, recomendamos os meses antes ou depois, pois durante a estação alta de férias, as estações balneárias estão completamente cheias.

Idioma
:
O idioma oficial é o árabe. A variante árabe do Egipto é compreendida em todos os países de língua árabe. O inglês e o francês são línguas bastante difundidas no país. O grego é compreendido principalmente pelas antigas gerações na região portuária de Alexandria. Mas os comerciantes e homens de negócios nos centros turísticos compreendem muitas línguas européias, tais como: alemão, italiano, polonês, russo ou espanhol.

Saúde e vacinação:
Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Sugerem-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem enfermidades viróticas. No entanto, no Egipto, só há possibilidade de contracção de malária durante os meses de chuva, isto é, entre Junho e Outubro no oásis de Al Fayoun. Do contrário, não há malária no Egipto. Por favor, informe-se, atempadamente, junto ao seu médico de família sobre possíveis profilaxias de possíveis enfermidades. Somente em grandes cidades e em centros turísticos estão assegurados bons serviços de assistência médica. É importante possuir um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure explicitamente a repatriação do Egpito em casos de emergência. Além disto, recomendamos o consumo de água engarrafada; os frutos devem ser descascados e as verduras e legumes deverão ser cozidos. Visto haver perigo de infecção, deve-se portar também uma pequena caixa de remédios consigo.

Entrada no país:
Os vistos de entrada são obrigatórios para todos os viajantes. Os vistos para o Egito podem ser requeridos nos consulados do país ou obtidos à chegada ao aeroporto, mediante o pagamento de uma quantia em dólares ou euros. O visto de turista vale primeiramente por 30 dias e poderá ser prorrogado. Caso ingresse no Egipto a partir de Israel, receberá apenas um visto de turista válido apenas por 14 dias para a península do Sinai, em fronteira de Taba/Eilat. Aos passageiros com menores, recomenda-se que portem um passaporte de menor individual, com fotografia. Contudo, se o menor estiver inscrito no passaporte de um dos genitores, também poderá entrar no país.
Para maiores informações a respeito de recentes determinações legais quanto à vacinas, entrada e segurança, informe-se junto ao consulado ou no seguinte enlace: http://www.secomunidades.pt/web/guest/listapaises/

Chegada e prosseguimento da viagem:
Graças à sua excelente infra-estrutura turística devido ao Mar Vermelho e principalmente aos grandiosos sítios arqueológicos, o Egipto é um destino de viagem muito procurado e popular. Por isto, o país é servido por quase todas as companhias aéreas internacionais todos os dias ou várias vezes na semana. Entre os aeroportos egípcios servidos pela Egypt Air (MS) ou pela Lufthansa (LH) estão o Cairo (CAI), Luxor (LXR), Sharm el Sheik (SSH), Hurghada (HRG), Marsa Alam (RMF) e Alexandria (ALY). Uma boa alternativa e a preços módicos, especialmente, durante a baixa estação, para o Mar Vermelho ou Luxor é são os voos da TAP Air Portugal (TP), Iberia (IB), Air France (AF), KLM (KL), British Airways (BA). A Egyptair (MS) mantém voos domésticos egípcios para os aeroportos de Abu Simbel (ABS), Assuão (ASW), Port Said (PSD) ou para Santa Catarina (SKV).

Capital:
O Cairo (em árabe: القاهرة Al-Qāhira "a forte", "a vencedora", "a triunfadora", "a vitoriosa") é a maior cidade do mundo árabe e de África. Sua região metropolitana inclui uma população de cerca de 25 milhões de habitantes, ou seja, 30% da população total do Egipto. É o centro cultural, político e, especialmente, o centro económico de todo o Oriente Próximo. Seguido a Hollywood e Bollywood, o Cairo possui a terceira maior indústria cinematográfica do mundo. É uma metrópole pulsante, que nunca dorme e oferece uma incrível e fantástica diversidade africana e oriental em seus monumentos.

Muitas excursões começam e terminam no Midan Tahrir, na qual também encontram-se os edifícios da Liga Árabe, a mesquita de Omam-Macran, o terminal rodoviário e o metropolitano. Ali encontra-se também o Museu Egípcio - a primeira atração imperdível no Cairo. Este museu abriga a maior coleção de arte egípcia e otomana. Estão expostos artefactos com quase cinco mil anos, entre os quais a riqueza incomensurável de 3.300 anos do tesouro do relativamente mal conhecido faraó Tutancamon. Uma visão panorámica sobre a maior cidade da África tem-se no 187° andar da Cairo Tower. Também não deve ser esquecida também uma visita à cidade velha do Cairo, sob a proteção da UNESCO, com seu conjunto único de arquitetura islâmica e edifícios em estilo neoclássico francês. Além disto, as incontáveis mesquitas são inolvidáveis, principalmente a Al-Azhar do século X e a Al-Hakim.

Outra visita imperdível é o mundialmente conhecido Bazar Khan al-Khalili, conhecido pelos habitantes do Cairo somente por “Khan”. O “Khan” é um dos mercados mais antigos do mundo e oferece uma série de artigos em couro, em cobre; vestidos, temperos, pedras preciosas, jóias e há algumas décadas também reproduções de antiguidades conhecidas. Esta “película oriental” deve ser devidamente apreciada ao sabor de um chá em um dos diversos cafés que ali se encontram. Também são interessantes os cemitérios do Cairo, onde o culto aos mortos das épocas faraónicas ainda estão vivos. Os mortos não são sepultados como no mundo islâmico ou cristão. Dependendo de seu status e dos meios financeiros da família, são sepultados dentro de ataúdes ricamente entalhados com versos do Alcorão, em riquíssimos mausoléus. A parte inferior do mausoléu é cuidada por pessoas durante o dia, que ali vivem. Aos viajantes com crianças recomendamos uma visita ao zoológico do Cairo.

O maior jardim zoológico de África encontra-se ao lado da universidade. Ali podem-se admirar mais de 500 tipos de animais. É muito visitado pela população cairota ao fim-de-semana. Mas o destino mais popular e procurado pelos turistas de todo o mundo é, sem dúvida, a última das sete maravilhas do mundo: as pirâmides de Gizé. São uma das construções mais famosas de nossa era. Os egípcios chamam-na «El Ahram», o que significa «santuário». Estão a cerca de 15 km ao norte do centro do Cairo; já da auto-estrada, as pirâmides são visíveis. A maior das pirâmides de Gizé é a do faraó Queóps, que tem mais de três milhões de blocos de pedra e mede 138 metros. Ao lado desta pirâmide encontra-se também a mundialmente conhecida Grande Esfinge de Gizé: uma estátua composta pelo corpo de um leão e uma cabeça humana. Recomenda-se uma visita ao pôr-do-sol, pois diante das pirâmides há um show de luzes muito impressionante, o que acentua esta maravilha feita pela mão do homem.

Atrações turísticas
:
Além dos fascinantes mergulhos submarinos e das praias no Mar Vermelho, os sítios arqueológicos dos antigos faraós são os destinos turísticos mais importantes do Egipto. As necrópoles mais importantes são certamente as de Luxor, às margens ocidentais do Nilo, no Alto-Egipto. Durante muito tempo, Luxor foi a capital e o centro religioso dos faraós. Merecem ser visitados os museus ao ar livre (portões, salões, obeliscos e templos) na área chamada pelos antigos gregos de Tebas. O templo de Karnak é o maior de todo o Egipto e está a cerca de 3 km de Luxor e, certamente, durante as eras faraónicas era o maior complexo religioso do mundo. Recomendamos a visita nocturna ao templo, pois faz-se ali um show de luzes e som inesquecível. Também recomendamos uma visita ao templo da faraó Hatchepsut no Vale dos Reis e das Rainhas. Merecem ainda ser vistos os templos de Esna, Idfú e Kom Ombo. Todos encontram-se ao sul de Luxor e podem ser acedidos por cruzeiros fluviais no Nilo ou pelas famosas felucas (barcos a vela típicos do Egipto). De Luxor, pode-se também fazer um cruzeiro fluvial até Assuão, aos templos escavados na rocha de Abu Simbel na fronteira núbia.

Praias
:
O Mar Vermelho oferece maravilhosas praias e, principalmente, para mergulhos submarinos. A costa egípcia no Mar Vermelho possui os melhores e mais bonitos recifes de corais do Hemisfério Norte. Oferecem uma boa infra-estrutura principalmente as áreas em torno de Sharm el-Sheikh, do Golfo de Acaba, Ras Mohammed e da antiga localidade hippie de Dahab, que não é tão turística quanto Hurghada. São oferecidos cursos de mergulho submarino que são inesquecíveis tanto para iniciantes e quanto para avançados. Os recifes de Shark e Yolanda, ambos no parque nacional de Ras Mohammed, são populares e conhecidos por sua queda de 800 metros directamente no mar. Não se deve esquecer de visitar também o mosteiro ortodoxo da Transfiguração, mais tarde conhecido por Santa Catarina na Península do Sinai, não distante de Sharm el-Sheik. Este mosteiro encontra-se na montanha do Sinai, conhecida pelos egípcios como «Djebel Musa» ou montanha de Moisés. O mosteiro está ali há mais de 1.500 anos, onde Moisés encontrou a sarça ardente. Com isto, tornou-se uma das mecas do mundo cristão. Recomenda-se também uma escalada pela montanha de 2.285 metros durante a noite, pois a visão panorámica ao Sinai ao amanhecer é um espetáculo inebriante. Não recomendamos a escalada durante o dia devido às altas temperaturas.

Religião:
Segundo a constituição, a República do Egipto é um estado islâmico em que mais de 90% da população árabe praticar o islão sunita; o restante divide-se em minorias cristãs, das quais os coptas ortodoxos são a maioria.

Cidades
:
Cairo, Alexandria, Gizé, Suez, Luxor e Assuão.