Bolívia (BO)


A Bolívia, denominada segundo Simón Bolívar, é um país sul-americano sem litoral que faz fronteiras com o Peru, o Chile, a Argentina, o Paraguai e o Brasil.

Geografia:
Geograficamente, o país é atravessado por duas cadeias dos Andes, cujos picos atingem mais de 6.500 metros. Entre estas cordilheiras encontra-se o planalto central, cujas alturas são de 3.000 até 4.000 metros de altura. Esta região central boliviana prolonga-se até ao Peru. Nesta região, chamada Altiplano boliviano que cobre cerca 30% do território, habitam cerca de 80% dos bolivianos. Menos habitada é a zona de planície baixas, limítrofe com o Brasil e o Paraguai. A economia desta região de savanas secas ou de floresta amazónicas não é desenvolvida.

Montanhas e rios:
A maior montanha da Bolívia é o vulcão extinto Nevado Sajama, com uma altura de 6.542 metros. A segunda maior montanha é o Illimani, com 6.439 metros, que está a 200 km ao leste do Nevado Sajama. O Beni, com cerca de 1.600 km é o maior rio e o Titicaca, com uma superfície total de 8.300 km, é o maior lago da Bolívia.

Clima:
O clima da Bolívia é subtropical e tropical e o grau de pluviosidade depende especialmente da altura. Nos planaltos e no altiplano, o clima é frio o ano inteiro, com oscilações de temperaturas relativas de dia e de noite. Nas planícies ao sul da Bolívia domina o clima continental e subtropical. O verão é tropicamente húmido, com temperaturas que atingem até aos 40° C; as temperaturas no inverno são relativamente amenas, entre 20° C e 30° C. Ao norte da Bolívia, está na planície amazónica, há um grande grau de pluviosidade o ano inteiro e há raramente oscilações de temperatura - além disto, a humidade nesta zona é muito alta.

Idioma:
O idioma oficial é o espanhol; além deste idioma, são falados ainda o aimará, quíchua e o tupi-guarany. Inglês é compreendido apenas por homens de negócios e comerciantes.

Saúde e vacinação:
Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Aconselham-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem enfermidades viróticas. Na Bolívia, há uma pequena ou média possibilidade de contracção de malária; contudo não nas grandes cidades. Por favor, informe-se atempestadamente, antes da viagem, junto ao seu médico de família sobre possíveis profilaxia. Nas grandes cidades e centros turísticos estão assegurados suficientes serviços de assistência sanitária. Tenha atenção que a altura de La Paz (4.070 metros) provoca eventualmente sintomas de mal causado pela altura. É importante que se faça um seguro doença válido em todo o mundo e que assegure a repatriação em casos de necessidade. Além disto, as frutas devem ser descascadas e as verduras e legumes deverão ser cozidas. Visto haver perigo de infecção, deve-se portar também uma pequena farmácia consigo.

Entrada no país:
Cidadãos portugueses deverão apresentar passaporte válido no mínimo por seis meses; exibir atestado de vacinação contra febre amarela; exibir passagens ida-e-volta ou apresentar o itinerário de viagem. O visto deverá ser previamente solicitado no Consulado da Bolívia. Para maiores informações a respeito de recentes determinações legais quanto à vacinas, entrada e segurança, informar-se junto ao consulado ou no seguinte enlace: http://www.rree.gov.bo/ ou CONSULADO DA BOLIVIA LISBOA (351-21)3526182 (351-21)3528646 / consulado@mail.telepac.pt

Chegada e prosseguimento da viagem:
Atualmente, não existem voos nonstop para La Paz (LPB). Todos os voos, no momento, são a partir dos E.U.A. ou de algum outro país sul-americano. Devido às condições climáticas e geográficas, o meio de transporte preferido na Bolívia são os voos domésticos. A companhia aérea boliviana Lloyd Aéreo Boliviano (LB) liga La Paz e outros destinos domésticos, tais como: Santa Cruz (RZA), Tarija (TJA), Sucre (SRE) ou Cochabamba (CBB).

Capital:
Sucre é a capital da Bolívia e sede do poder judiciário. Esta cidade situa-se na parte central sul da Bolívia e tem cerca de 200.000 habitantes. Foi denominada segundo o líder revolucionário Antonio José de Sucre. É também muito conhecida na Bolívia por seu chocolate. Está a 2.800 metros de altitude e possui um clima muito agradável. É considerada como uma das cidades mais bonitas da Bolívia. Em 1.990, sua cidade velha foi declarada como património cultural da humanidade pela UNESCO.

Atrações turísticas:
A cidade maior e a sede do governo é La Paz. Esta cidade encontra-se a 3.600 metros no altiplano e, com a cidade de El Alto, forma a região metropolitana de La Paz, com cerca de 1,6 milhões. Aeroporto Internacional El Alto, na cidade homónima, é o aeroporto internacional do país. A diferença das altitudes entre as grandes cidades é de 1.000 metros. Merecem ser vistos em La Paz são os mercados coloridos, que são chamados pelos turistas «mercado das bruxas». A cidade dispõe de uma rica oferta cultural, onde diariamente há exposições, concertos e apresentação de peças. Especialmente interessante é a região ao sul, o Vale da Lua, que se encontra na pequena cidade de Tiahuanaco à 70 km com as ruínas da cultura pré-incaicas. Ao oeste, tem-se o Lago de Titicaca, o lago de águas doces mais alto no mundo. A atração principal deste lago são as ilhas flutuantes dos Uros, um povo indígena que se recusa a viver fora deste lago há séculos. As ilhas podem ser visitadas e são o ponto alto de uma visita ao Titicaca.

Uma outra atração especial do altiplano é o lago de águas salgadas de Salar de Uyuni, à 3.653 metros. Com seus 12.000 km² é considerado um dos maiores lagos de águas salgadas da terra e está ao sudoeste da Bolívia. Cactáceos enormes, formas de moluscos incomuns e algas fossilizadas são algumas maravilhas que esperam o turista nesta zona inóspita.

Também uma visita à cidade de Potosi, na Bolívia meridional. Potosi é uma das mais antigas e mais ricas cidades da América do Sul. Foi fundada em 1.550 depois que os espanhóis descobriram as minas de prata dos índios. Potosi, com seus 140.000 habitantes, é a metrópole mais alta da terra. O centro da cidade, com sua arquitectura colonial, é testemunha da antiga riqueza - declarada pela UNESCO como património cultural da humanidade.

Também o carnaval é muito difundido na Bolívia e uma mudança bem quista no quotidiano dos bolivianos. O centro do carnaval boliviano é a cidade de Oruro, no massivo andino boliviano. Este carnaval tem muitas máscaras de madeira grandes e ricamente decoradas pela cultura dos povos indígenas.

Religião:
98% da população da Bolívia é de cristãos. Há uma pequena minoria da religião de Bahá'í.

Cidades:
Santa Cruz da Serra, La Paz, El Alto, Cochabamba, Oruro, Rarija e Potosi.