Bangladesh (BD)


O Bangladesh é um país do Sudeste Asiático que faz fronteiras com o Mianmar e a Índia. Devido às inundações constantes e à infra-estrutura fora dos padrões ocidentais, o Bangladesh é mais um país para descobridores e aventureiros que interessam-se pelo país e cultura e que não exigem luxo durante as férias.

Geografia:
O Bangladesh é um país muito verde e possui o maior delta do mundo. Mais de 85% de sua superfície é coberta por terras férteis trazidas pelos rios e que são inundadas durante o período anual das monções. As planícies são interrompidas pelas montanhas de Chittagong, que acompanham paralelamente a fronteira com o Mianmar. Esta fronteira compõe-se de pântanos, que foram declarados pela UNESCO como património mundial. É o habitat do tigre de bengala que está quase em extinção.

Montanhas e rios:
Os pontos culminantes do país são o Mount Keokradong, com 1.230 metros e o Mowdok Mual, com 1.003 metros de altura. Ambos encontram-se na cordilheira do Chittagong, próximos à fronteira com o Mianmar. O rio mais longo de Bangladesh é o Jamuna, com 2.900 km e seu maior lago é o Karnafuli, um reservatório de água.

Clima:
O clima em Bangladesh é subtropical e é muito influenciado pelas monções do sudoeste, que traz muitas precipitações de oeste para leste entre Junho e Outubro. Além destas precipitações, há anualmente - entre Março e Outubro - ciclones que desenvolvem-se no golfo de Bengala e que trazem fortes chuvas e provocam perdas irrreparáveis. Durante as monções o nível da água sobe rapidamente e chega até 6 metros acima do nível da água do mar. Em consequência disto, mais de 60% da superfície do país fica inundada. Além disto, deve-se esperar inundações também em consequencia do degelo de neve que provocam a elevação das águas dos rios Ganga, Jamuna e Mehna em seu delta comum.

Idioma:
O idioma do país é o Bengali. O inglês é o idioma comercial e é compreendido em todas as grandes localidades.

Saúde e vacinação:
Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Aconselham-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra moscas e insetos que transmitem enfermidades viróticas. Há grande possibilidade de contracção de malária durante todo o ano fora de Daca, a capital. Por favor, informe-se, atempadamente, junto ao seu médico de família ou ao Instituto de Higiêne e Medicina Tropical sobre possíveis profilaxias. Infelizmente não estão assegurados bons serviços de assistência médica em grandes cidades e tampouco nos centros turísticos. É importante possuir um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure explicitamente a repatriação de Bengladesh ou a transferência para um outro país, em casos de emergência. Além disto, recomendamos o consumo de água engarrafada; os frutos devem ser descascados e as verduras e legumes deverão ser cozidos. Visto haver perigo de infecção, deve-se portar também um pequeno kit de remédios consigo.

Entrada no país:
Os cidadãos nacionais deverão apresentar para a emissão do visto de turista: passaporte com validade mínima de seis meses. Atualmente há exigência de visto de turista, que deverá ser requerido 2 semanas e meia antes do início da viagem, na Secção Consular da Embaixada Bangladesh, em Paris.
Para maiores informações a respeito de recentes determinações legais quanto à vacinas, entrada e segurança, informe-se junto ao consulado ou no seguinte enlace: http://www.bangladesh.gov.bd/index.php?option=com_content&task=category&sectionid=4&id=44&Itemid=27 ou http://www.bangladesh.gov.bd/index.php?option=com_content&task=view&id=20&Itemid=27 ou 39, Rue Erlanger - 75116 Paris // Tel: 003 314 651 903 3 ou 003 314 651 983 0 // Horário: das 09h30 às 17h30 // E-mail: bangembpar@yahoo.com ou banglacom@free.fr

Chegada e prosseguimento da viagem:
Atualmente, de Lisboa (LIS) são oferecidos voos da Lufthansa (LH) em codeshare com a Emirates (EK) via Frankfurt (FRA) e Daca (DAC); pela TAP Air Portugal (TP) com codeshare com a Emirates (EK) com escalas em Londres-Gatwick (LGW) e Dubai (DXB).

Capital:
A capital, Daca, encontra-se às margens do Rio Buriganga e abriga o porto mais importante do país. Em sua região metropolitana residem mais de 13,5 milhões de habitantes. Desde 1971 é o centro cultural e económico do país. Esta cidade é conhecida por seu artesanato e é a maior produtor de juta do mundo. Daca foi capital de uma província do reino mongol em 1608. As suas muitas mesquitas tornam Daca a “Cidade das Mesquitas”. A mais importante é a mesquita nacional de Baitul-Mukarram, que foi construída em 1963 no estilo da Caaba, em Mecca. É um exemplo único e extraordinário. Também é muito impressionante também a mesquita de Sitara. Esta decorada com mosaicos esplêndidos com vidro colorido e no estilo mogul. Além disto foram acrescentados nos últimos séculos elementos japoneses e ingleses através de financiamentos privados. Uma outra beleza especial também é o templo Dhakeshwari (templo da deusa escondida) que emprestou a cidade o seu nome. O templo hinduísta mais importante de Bengladesh foi consagrado à uma divindade feminina com dez braços, que é o destino de muitos romeiros. A atracção turística mais importante de Daca é o Lalbagh Fort, cuja estampa encontra-se também nas cédulas. Esta fortaleza inacabada do Período Mogul é também conhecida como a “Fortaleza Aurangabad”, que é circundada por muralhas espessas de 1,30 metros. Outra atracção turística é o Ahsan Manzil, uma construção colonial utilizada como museu, que os nativos chamam de “Pink Palace”. Para compras vale a pena uma visita ao bazar Shankaria, uma rua de comércio hindu próxima ao Pink Palace, que é única na cidade. Daca também é um ótimo ponto de saída para várias outras cidades em Bangladesh. Um destino de excursão recomendável nas vizinhanças é Sanargaon. A cidade está a apenas 30 km de Daca e foi a capital da província regional entre os séculos XIII e XVII. Mais ao norte a paisagem em torno de Madhabkunda oferece um panorama de montanhas com cascatas e plantações de chá.

A região de Rajshahi, no Ganges, também é um destino de excursão muito bonito. Ali encontra-se o grande mosteiro budista de Somapuri Vihara, do século VIII, na pequena cidade de Paharpur. O tempo Satayapir-Vita, que é o destino de muitos romeiros da população budista.

Atrações turísticas e praias:
Merece também ser visitada também a cidade portuária de Chittagong, que esta ao sudoeste do país. A segunda cidade do país é cercada por colinas verdes e palmeiras. Chittagong abriga ainda muitas construções coloniais portuguesas impressionantes e muitas mesquitas. Também vale a penas a visita à mesquita Shahi-Jamae-Masjid e à mesquita Qadam-Mubarek, que é uma das mais antigas da Ásia. Logo depois da cidade portuária movimenta está a praia de areia mais longa do mundo, com 120 km. Ela vai de Sitakunda e Patenga e segue até ao Cox's Bazar. É a única estância balneária de Bangladesh e um paraíso para os amantes de praia, com uma pitoresca floresta tropical ao fundo e águas azul-turquesa. É também notável em Cox's Bazar a atmosfera budista de Mianmar e a impressão deste “Jardim do Éden”, que até ao momento ainda não foi completamente conhecido dos turistas.

Imperdível:
O brilho de Bangladesh é o parque nacional de Sundabarns, que significa em português “bela floresta”. É o maior pântano contíguo da terra e encontra-se na fronteira comum com a Índia e o Bangladesh. Em todos os invernos, o escritório de turismo de Bangladesh organiza excursões pelos pântanos com 80 km². Ali, pode-se observar vários animais ameaçados e é o lar do tigre de Bengala, que está quase em extinção. As mudanças climáticas mundiais e a crescente poluição ameaçam a existência desta reserva natural, que foi declarada património mundial pela UNESCO.

Religião:
O país é muçulmano. Cerca de 83% da população é muçulmano, que espelha-se na cultura e quotidianos bengáli; cerca de 16% são hindus e há uma minoria de budistas e cristãos.

Cidades:
Daca, Chittagong, Kuhlna, Rajshahi, Sylhet, Tongi, Rangpur, Narayanganj, Maimansingh, Barishal, Jessore e Comilla.